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	<title>Leandro Damasceno</title>
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		<title>Leandro Damasceno</title>
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		<title>DIA DA TERRA</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 21:04:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O primeiro dia da Terra, que aconteceu em 1970, teve um grande impacto na vida de Edmundo Costa-Gravas.
Edmundo era então um pré-adolescente que mal sabia o que era poluição, mas ver aquelas manifestações em prol do Planeta, através da tela da TV preto e branco que sua família mantinha na sala, mudou tudo. O garoto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=254&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O primeiro dia da Terra, que aconteceu em 1970, teve um grande impacto na vida de Edmundo Costa-Gravas.</p>
<p>Edmundo era então um pré-adolescente que mal sabia o que era poluição, mas ver aquelas manifestações em prol do Planeta, através da tela da TV preto e branco que sua família mantinha na sala, mudou tudo. O garoto desenvolveu uma sede de conhecimento que transformou seu jeito de agir e de pensar.</p>
<p>Seus pais não sabiam qual era a extensão dessas mudanças àquela época. Eles apenas sorriam e aprovavam o boletim do filho que começou a vir com notas escritas em caneta azul, ao invés do tradicional vermelho. Aprenderam a usar menos água, diminuíram o valor da conta de luz e isso também lhes fazia sorrir. Edmundo sorria dobrado, vendo que seus esforços faziam os pais ainda mais orgulhosos dele.</p>
<p>Edmundo se destacou em ciências e, mais tarde, em biologia e física (matéria que ele descrevia como &#8220;uma tentativa desesperada do ser humano de entender o que acontece à sua volta&#8221;). As ótimas notas e trabalhos brilhantes lhe garantiram bolsas de estudos em várias universidades. Ele escolheu aquela que, segundo seus critérios, emitia a menor quantidade de carbono na atmosfera.</p>
<p>O ambiente universitário só estimulou as crenças de Edmundo. Ele encontrou iguais entre outros alunos do campus e ajudou a fundar uma ONG que promovia palestras e seminários a respeito de energia renovável e sustentabilidade.</p>
<p>As reuniões da ONG não eram lotadas. Estavam então vivendo o final dos anos 70, o que significa que a maioria dos alunos estava atrás de drogas ou de sexo ou de ambos. Os entusiastas do rock progressivo babavam sobre o novo solo de Dave Gilmore e os primeiros punks gastavam seu tempo imaginando como eles poderiam quebrar os dedos de Gilmore com gritos acompanhados de guitarras distorcidas em doses de dois minutos por vez. Em meio a tudo isso, falar sobre meio-ambiente era como tentar fazer com que um hippie tomasse banho.</p>
<p>&#8220;Não desista do que você acha que é importante, meu filho&#8221;, dizia o seu pai quando Edmundo ligava tarde da noite, cabisbaixo pela falta de impacto que suas ações estavam surtindo sobre o corpo de alunos. &#8220;Saiba que nós estamos muito orgulhosos de você, filho&#8221;, dizia a sua mãe, entrando na conversa através da extensão do telefone, o que sempre assustava pai e filho.</p>
<p>Edmundo percebeu que as coisas poderiam mudar enquanto andava de bicicleta.</p>
<p>Em 1979, Edmundo ia do alojamento para o prédio da universidade de bicicleta. Era um exercício físico, ele ajudava a desafogar o sempre lotado ônibus que fazia esse trajeto, e bicicletas não queimam combustíveis fósseis ou liberam carbono. Foi em uma dessas idas e vindas que Edmundo viu um cata-vento montado no final de uma barra de ferro que girava sozinha. O cata-vento era feito de partes de uma lata cortada e ajustada naquele peculiar formato que lembrava o de uma rosa achatada. A hélice e a barra de ferro que compunham o cata-vento estavam montados perpendicularmente a um alto e fino poste de cobre. Enquanto a roseta girava a barra de ferro se movia de um lado para o outro sobre o poste de cobre.</p>
<p>&#8220;Esse sou eu&#8221;, pensou Edmundo. &#8220;Indo pra lá e pra cá, sem rumo, sem norte, só um instrumento que vive em função do vento&#8221;.</p>
<p>Lembrou-se de Dom Quixote, de moinhos, da força das coisas tidas como inúteis. Ao olhar para baixo, viu suas pernas subindo e descendo enquanto tocavam os pedais da bicicleta. Transformar aquele movimento em energia não seria exatamente um esforço.</p>
<p>Edmundo comprou uma bicicleta ergométrica e a ligou a uma bateria que armazenava energia. Suas pedaladas matinais, além de lhe garantirem uma boa condição aeróbica, alimentavam a bateria e Edmundo então convertia a energia armazenada em energia elétrica para alimentar algum eletrodoméstico da casa, geralmente o liquidificador.</p>
<p>Essa foi a primeira ação de Edmundo que chamou a atenção de alunos de fora do seu círculo imediato de convivência. Além de álcool e sexo, a outra coisa que todo estudante procura é um jeito de economizar dinheiro. Uma vez que a ideia da bateria na bicicleta funcionou, Edmundo tratou de desenvolver novos projetos. Alguns fizeram mais sucesso do que outros, mas todos foram adotados em vários lugares, por várias pessoas.</p>
<p>Nessa época Edmundo já era procurado por jornais locais e regionais para falar sobre suas invenções. Ele concedia as entrevistas, mas sempre saía dessas se sentindo um pouco amargurado. Ninguém queria saber dos porquês dos inventos, mas todos perguntavam se ele tinha ideia da quantidade de dinheiro que poderia receber caso resolvesse vender suas patentes. Sim, ele tinha ideia do tanto de dinheiro que poderia receber, mas estava perfeitamente feliz com o salário de professor. Ele fora convidado pela universidade para permanecer no campus, dando aulas de meio-ambiente para novos alunos e isso o realizava. Mas essa não era a resposta que a mídia procurava, é claro. Ainda mais a mídia local de uma cidade pequena. Eles viam em  Edmundo Costa-Gavas a possibilidade de anunciar para o mundo o nascimento de um novo milionário, não de mais um professor.</p>
<p>Aquilo enfureceu Edmundo, fazendo com que ele prometesse por Nossa Senhora da Abadia, sua protetora, que não venderia nenhuma de suas patentes. Ele ensinaria, através da ONG, e de graça, como construir os aparelhos que desenvolveu, indicaria fornecedores e daria assistência técnica caso fosse necessário. &#8220;Mantenha a cabeça erguida, filho&#8221;, disse seu pai quando ele lhe contou dessa decisão. A mãe concordou, de seu jeito sem rodeios que, naquela altura, já fazia Edmundo rir ao invés de lhe deixar assustado ou com raiva.</p>
<p>Apesar do apoio dos pais, foi uma decisão que afastou os noticiários. As matérias sobre Edmundo diminuíram ao ponto de ele só ser lembrado uma vez por ano, no dia da Terra, quando era chamado por alguma rede de TV, de rádio, ou procurado por algum jornal para falar sobre poluição, meio-ambiente e alternativas de energia.</p>
<p>Todos os anos, após essas entrevistas, mais pessoas e empresas pareciam se lembrar que ele existia e novas propostas recheadas de zeros lhe eram feitas. Foi durante uma dessas reuniões com novos possíveis compradores que Edmundo recebeu a notícia de que sua mãe estava muito doente e tinha sido levada para o hospital às pressas.</p>
<p>Ela morreu menos de duas semanas depois. Seu pai foi pouco mais tarde, deixando Edmundo sem aqueles que mais lhe importavam.</p>
<p>Ele vendeu a primeira de suas patentes um ano após a morte do pai. Três anos depois ele já tinha vendido todas. E sim, aquilo lhe rendera um bom dinheiro. Edmundo usou parte da verba para comprar e montar um barco-escola. Passou o resto dos seus dias viajando ao redor do Planeta que lutou tanto para preservar, ensinando crianças de várias partes do mundo tudo o que ele sabia.</p>
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		<title>Pincéis</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 03:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A notícia se espalhou rápido. A princípio, ninguém queria acreditar (era muito horrível para ser verdade), mas as reportagens não paravam e era chegado o momento de aceitar: o Kolinsky estava extinto.
É de conhecimento universal que os melhores pincéis do mundo são feitos de pelo de kolinsky. São também os pincéis mais caros, mais apreciados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=251&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A notícia se espalhou rápido. A princípio, ninguém queria acreditar (era muito horrível para ser verdade), mas as reportagens não paravam e era chegado o momento de aceitar: o Kolinsky estava extinto.</p>
<p>É de conhecimento universal que os melhores pincéis do mundo são feitos de pelo de kolinsky. São também os pincéis mais caros, mais apreciados e mais cobiçados. A comparação com pincéis de doninhas, de rabo de pônei ou de orelha de boi não chega a ser justa. O grande Emanuel de LaCoreza disse, pouco antes de sua morte, que o prazer de usar um kolinsky legítimo era maior do que aquele oferecido pelas mulheres. O fato de de LaCoreza ter sido uma bicha maluca que morreu asfixiado com o falo de um oriental particularmente bem dotado durante um jogo erótico em um quarto de hotel no Vietnã, não foi levado em conta e a citação pegou. Frases do tipo &#8220;troquei minha mulher de 40 anos por dois kolinsky série 20&#8243; se tornaram populares e, há quem diga que, se vivo, de LaCoreza deveria ser responsabilizado pela extinção dos kolinsky.</p>
<p>TVs de todas as aprtes procuraram os pintores de suas regiões para explicar o que essa extinção significaria para o mundo das artes. As respostas, é claro, variavam desde &#8220;o mundo está acabando&#8221; (frase mais comumente ouvida entre lágrimas e desespero e na França), até &#8220;não muda nada. Nós usamos lápis&#8221; (resposta padrão na Rússia).</p>
<p>Mas a verdade é que não importava o que qualquer pessoa dissesse. Todos sabiam que quem daria a palavra final sobre o assunto, quem deveria ser ouvido de fato, quem importava. Xistóvam Sabido (nome artístico)! O maior pintor vivo. O mais celebrado artista da humanidade. Talento raro, tanto quanto artista quanto como negociante. Suas obras estavam espalhadas pelo mundo, vendidas a preços de turmalina Paraíba. Ainda assim, a maior parte dos críticos também admirava seus trabalhos, celebrando Sábido como um exemplo de artista completo.</p>
<p>Sábido vendeu sua entrevista por uma quantia de sete dígitos. As negociações foram feitas através de um de seus agentes, já que não era de conhecimento geral onde o artista morava. Boatos diziam que ele tinha propriedades espalhadas pelo mundo todo, o que era verdade e só dificultava ainda mais a sua localização. No entanto, em uma manhã nublada de terça-feira, em um estúdio de TV em Nova York, Xistóvam falou a uma audiência estimada de alguns bilhões.</p>
<p>&#8220;A extinção do kolinsky significará o fim de uma era&#8221;, disse o artista em seu tom de voz grave e pausado. &#8220;Sim, no futuro, porque ainda acredito que poderemos encontrar kolinskys em algum canto do mundo, esquecidos da humanidade&#8221;.</p>
<p>E a confusão se instaurou.</p>
<p>É preciso entender que artistas são pessoas não muito sociáveis. São uma raça de gente que passa a maior parte de suas vidas em seus estúdios ou ateliês, criando (às vezes muito, às vezes nada), na maior parte do tempo, sozinhas. Para esse povo, uma convenção de pais e professores pode ser um desafio, uma festa pode ser a ideia que eles têm de purgatório e um show de estádio, desses que reúnem mais de 50 mil pessoas, é o próprio inferno.</p>
<p>Agora, partir em busca de criaturas extintas (ou que se acredita estarem extintas) é um desafio mesmo para profissionais, para aventureiros de carteirinha e para criptozoólogos. Não é difícil imagina então que, quando esses artistas de traquejo social zero, que mal sabem amarrar os próprios cadarços, foram em busca do &#8220;último kolinsky&#8221;, o que encontraram foi morte, desaparecimentos, loucura, insanidade, pânico e desespero.</p>
<p>Vários dos grandes artistas do mundo morreram em tentativas frustradas de encontrar um bicho que seria o derradeiro de sua espécie.</p>
<p>Logo, os quadros e obras desses artistas se valorizaram e foram vendidos por preços antes impossíveis. Mas as obras minguaram e não demorou para que todos (ou quase todos) os trabalhos dos &#8220;caçadores de kolinsky&#8221; (que é como a imprensa catalogava ou autores desses obras) saíssem do mercado. Quem as comprava raramente revendia. É claro que o mercado negro ainda estava funcionando a todo vapor, porque o mercado negro está sempre funcionando, mas o grosso da coisa deixou as casas de leilões e foi parar em museus ou na parede das casas dos ricos e famosos.</p>
<p>Quem ainda estava no mercado, produzindo o que os críticos chamavam de &#8220;o melhor trabalho em uma carreira que parecia não ter para onde evoluir&#8221;, era Xistóvam Sábido. Seus quadros atingiram preços estratosféricos e, ainda assim, os colecionadores, museus e galerias compravam o que podiam. Em um incidente particularmente interessante, dois possíveis compradores japoneses saíram no tapa durante um leilão em Londres, antes mesmo que o pano que cobria a obra tivesse sido levantado.</p>
<p>Às vezes, durante alguns períodos de falta de notícia, os jornais davam voz a organizações como a Sociedade Protetora dos Animais e a PETA, que acusavam artistas de estarem matando qualquer bicho (ou criança) que se parecesse com um kolinsky. Representantes indignados contavam trágicas histórias e apresentavam fotos e vídeos perturbadores de pilhas de animais mortos e sem pelos, esquecidos em alguma floresta ou escondidos em galpões clandestinos.</p>
<p>Quando esse tipo de reportagem começava a chegar às ruas, e o povo iniciava um burburinho a respeito de quem deveria ser o culpado por aquelas crueldades, notícias do avistamento de um kolinsky eram transmitidas ao redor do mundo e uma nova caçada recomeçava.</p>
<p>Enquanto isso, confortavelmente instalado em sua casa escondida, Xistóvam Sábido continuava pintando com seus pincéis kolinsky, feitos por ele e por sua mulher, ali mesmo, usando o pelos dos kolinskys que eles criavam no quintal dos fundos. Caso a necessidade se apresentasse, como tinha acontecido outras vezes, um dos animais de suas coleção era solto em algum lugar do mundo, e Sábido e sua mulher acompanhavam o noticiário para ver quantos de seus concorrentes tinham morrido, sumido ou ficado maluco.</p>
<p>E eles riam sozinhos, brindando em taças de cristal cheias de vinho do porto, o plano que elaboraram juntos e que dera certo.</p>
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		<title>Os orfir</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 19:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Glayson Ramos
Para o povo de Ilina, não havia o tempo. Sabiam que nasciam e morriam, que deviam dormir e acordar, procurar alimento e o conforto de conhecer a pele de seus iguais. Sabiam que o mais novo e o mais velho precisariam que a primeira e a última migalha fossem colocadas em suas bocas. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=246&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>Por Glayson Ramos</em></p>
<p>Para o povo de Ilina, não havia o tempo. Sabiam que nasciam e morriam, que deviam dormir e acordar, procurar alimento e o conforto de conhecer a pele de seus iguais. Sabiam que o mais novo e o mais velho precisariam que a primeira e a última migalha fossem colocadas em suas bocas. Ilina era umas das mil palavras que esse povo usava para canto e também o nome que deram para a voz que surgiu quando a pequena Bevhi amadureceu.</p>
<p>Chamavam a si mesmos de orfirs, pois eram os ouvintes. Orfir também fora o grande patriarca que conduziu seu povo para o coração da mãe primeira, onde não havia mais inverno, nem trovões. Os mais jovens ouviam que Orfir havia tornado todos igualmente belos e ensinado o valor de cada palavra naquela terra sem ambição.</p>
<p>Ilina era a vigésima matriarca desde Eury, que quer dizer piedosa. Eury foi a filha que disse não a Orfir quando Rund nasceu. Orfir queria que Rund fosse entregue ao grande lago para que outros como ele não viessem. Orfir teve mais três filhos antes de fazer as pazes com Eury. Os mais velhos contam que Orfir sabia que seus ossos queriam se encontrar com os de Rund. Por isso, antes de ficar fraco demais disse que Eury seria a matriarca, pois só a mãe saberia ser justa os outros runds, que significava sem voz.</p>
<p>Eury decidiu que um rund cresceria com os orfirs até que pudesse arrancar sozinho um parcar para se sustentar. Mas este parcar não deveria se tornar alimento. O rund deveria usá-lo para alcançar o alto do último muro e pegar o caminho de volta para fora da mãe primeira. Nenhum rund voltaria a ser afogado no grande lago, mas ele teria que enfrentar novamente o terrível frio para sobreviver.</p>
<p>Ilina amou demais Amog e se desesperou quando percebeu que ele era um rund. Como matriarca, conhecia palavras que Orfir proibiu e que Eury decidiu que seriam o segredo dos runds, pois seriam o conforto dos exilados. Por isso, Ilina falava a Amog sobre essas coisas que não conhecia.</p>
<p>Ela dizia que ele deveria evitar os animais compridos como os parcar, pois tinham a morte nos lábios. Sem entender por que, ela dizia que Amog encontraria motogs muito maiores que os plantados pelos orfir e que haveria frutos nesses motogs. Ela explicou que no inverno uma grande bruxaria fazia com que a água virasse pedra, o chão ficasse fofo e o frio fosse terrível. Ela, que nunca conheceram o frio, disse a Amog que pele peluda de um animal faria o inverno doer menos.</p>
<p>Amog demorou parar arrancar o parcar, mas chegou o dia em que Ilina devia repetir as palavras que Orfir disse a Eury e foi assim que ela falou:</p>
<p>“<em>O pai Orfir disse para a mãe Eury que o sol era um pai maior. Os runds não devem temer o pai Sol, mas se assustarão quando ele invadir tudo. Os runds são filhos do pai Sol e a visão é o presente dele para os que não têm voz para viver dentro do coração da mãe terra. Eu que não vejo invejo as maravilhas que você vai ver e não poderá me contar</em>”.</p>
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		<title>Um drink que não pode ser</title>
		<link>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/07/29/um-drink-que-nao-pode-ser/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 23:57:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu fiquei muito bêbado pela primeira vez em 1994. Já fazia dois anos que eu e meus amigos bebíamos pouco mais do que socialmente, mas foi nesse ano que qualquer convenção social foi pro espaço e o litro de vodka ruim veio para o meu fígado.
Não era uma ocasião especial ou data comemorativa. Só uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=232&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu fiquei muito bêbado pela primeira vez em 1994. Já fazia dois anos que eu e meus amigos bebíamos pouco mais do que socialmente, mas foi nesse ano que qualquer convenção social foi pro espaço e o litro de vodka ruim veio para o meu fígado.</p>
<p>Não era uma ocasião especial ou data comemorativa. Só uma noite de final de semana qualquer, onde dois meninos que se achavam muito melhores do que eram de verdade decidiram fazer uma burrada. Fabinho, o amigo com quem dividi a fatídica garrafa de vodka ruim (acompanhada de uma garrafinha de coca-cola, pra disfarçar), foi quem deu a ideia. Ou pelo menos é assim que gosto de lembrar, mas a verdade é que não lembrar daquela noite não é uma das coisas que faço com a devida propriedade. Tenho algumas recordações esparsas, que se parecem mais com fotografias ou com uma série de slides, do que com lembranças reais. Em uma dessas apresentações de slides, eu e Fabinho estamos em um boteco bebendo e conversando sobre o quanto o fígado metaboliza do álcool que ingerimos. Ele diz 100%, eu digo 50%. Em outra, estamos os dois abraçados e caindo do passeio na rua, onde um carro nos erra por alguns centímetros. Depois de um tempo, de forma muito desconexa, eu estou em cima do coreto da pracinha, Fabinho é jogado no porta-malas de um carro e vai pra a o hospital, eu sou escoltado por um amigo até parte do caminho para a minha casa, alguém me chama num beco escuro e eu me assusto. Corro pra casa e, no próximo slide, estou deitado em minha cama, tentando explicar para os meus pais porque eu bebi tanto.</p>
<p>A falta de memória da noite anterior é compensada pelas memórias claríssimas que tenho da manhã seguinte. Assim que acordei e percebi o que tinha feito, eu queria sumir. Meus pais estavam já de pé, preparando o café da manhã na cozinha e eu podia ouvir o barulho de louças e talheres sendo manuseados, o barulho da água correndo, o barulho do chicote estalando&#8230;</p>
<p>Levantar da cama foi difícil. Conversar com meu pai, eu e ele sentados à mesa da sala foi muito difícil, mas nada foi mais dolorido do que ver a cara de decepcionada da minha mãe e dizendo: “eu sofri com o alcoolismo do seu avô durante anos. Não vou passar por isso de novo”.</p>
<p>Foi tudo o que precisei ouvir para nunca mais beber daquele jeito. Não vou tentar enganar ninguém dizendo que nunca mais fiquei tonto, mas nunca mais bebi vodka (boa ou ruim) e nem me permiti ficar tão maluco igual daquela vez. Porque eu não queria magoar a minha mãe, claro, mas também porque eu sei que nasci em uma família de alcoólatras e eu não me queria me tornar mais um problema para o grupo familiar. Toda família já tem problemas suficientes sem precisar de um babaca enchendo a cara e fudendo com o pouco de paz que podemos desfrutar em conjunto.</p>
<p>Eu sei que vivo em uma família onde o alcoolismo é uma constante porque me contaram. Porque já ouvi várias pessoas da família dizendo em diferentes ocasiões que precisam se controlar ou não parariam de beber nunca. Minha mãe é uma dessas. Ela ama qualquer coisa que tenha álcool na fórmula e, se não fosse uma pessoa muito inteligente e equilibrada, tenho certeza que seria uma bêbada de marca maior. Meus tios tornaram esse discurso, de que a família é alcoólatra, mais aberto à medida que seus filhos e sobrinhos foram crescendo, mas todos já sabemos desse traço há tempos. De alguma forma, eu deveria me considerar um tanto sortudo por tomar antidepressivo. É que desde que comecei a tomar remédio, há mais de dois anos, não bebo mais. Eu tentei! Mais de uma vez eu tentei beber mesmo sabendo que não era para beber muito. Descobri da pior maneira possível que cerveja (a bebida alcoólica de minha preferência) e meu remédio não se entendem&#8230;</p>
<p>Uma das recordações claras que tenho de festas de família é da minha tia Dalva, andando de um lado para o outro, sempre com um copo ou taça de qualquer coisa alcoólica na mão, conversando com meu pai ou com um dos irmãos dela sobre como ela “não se encaixava nesse esteriótipo familiar de alcoolismo”. E ela falava isso para um e tomava mais um copo. Falava a mesma coisa com outro e tomava mais outro copo. Tornava a repetir a mesma coisa para o um (“eu não sou alcoólatra como vocês dizem”) e mandava mais vinho ou run ou Bacardi ou licor ou cerveja ou Champanhe para goela abaixo.</p>
<p>Tenho infinitas recordações lindas da minha tia Dalva, mas lembrei disso hoje, quando fui ajudar minha mãe a encaixotar as coisas do apartamento dela. Dalva morreu no último dia 19 de abril e deixou para trás uma família enlutada, um apartamento cheio de vazio e muitas lembranças legais. Como ela nunca foi casada ou teve filhos, o apartamento e todas as coisas da Dalva ficaram para os meus avós, que mal sabiam o que fazer com a pensão que a filha deixou para eles e muito menos com o apartamento que, à partir de amanhã, estará de fato vazio.</p>
<p>Aos poucos, bem poucos, as coisas estão se ajeitando e os velhos estão tomando decisões. Eles querem construir uma casa nova, plana, perto da (futura) casa nova dos meus pais e querem vender o apartamento da Dalva. Decidiram que vão passar aquilo pra frente e não ficar se agarrando à algo que vai lembrá-los da filha que não está mais aqui. Antes de vender, fui convocado pela minha mãe para ajudar a desmontar o apartamento e encaixotar tudo. Foi isso o que fizemos hoje.</p>
<p>É aqui que explicar o que aconteceu fica difícil, porque é algo ao mesmo tempo esperado (até mesmo necessário), mas muito complicado de lidar.</p>
<p>Cheguei no apartamento da Dalva, dei um abraço em um tio que estava lá e fui ver a minha mãe, que parecia muito bem. Ela até me disse que estava aliviada e sentindo como se aquilo que estávamos fazendo era a atitude mais acertada. Fui direto para os quartos, sacos de lixo e supermercado nas mãos, para empacotar DVDs, fitas VHS, uma infinidade de livros, computador, enfim e tudo aquilo que compõe as posses de uma pessoa. Estávamos compartimentando todos os bens de uma mulher que viveu mais de sessenta anos! É algo complicado de se fazer, mesmo que essa pessoa não fosse da família.</p>
<p>Entre ir de um quarto a outro, procurando por mais sacolas e caixas de papelão, vi minha mãe encostada à porta do fundo, chorando como uma criança. Sua mão direita contra o rosto, como se quisesse esconder com um gesto qualquer os soluços e lágrimas que eram evidentes. Não acho que me lembro de ter visto minha mãe chorar assim em qualquer outro momento da minha vida e foi de cortar o coração. Eu a deixei chorar e tudo o que ela queria e saí de perto quando meu tio, irmão dela, se aproximou para confortá-la (ou talvez para chorar junto, não sei. Eu não fiquei para ver. Era um momento entre irmãos. Quem não é filho único sabe a força que existe até na troca de simples olhares entre irmãos e eu nada poderia fazer naquele momento). Fiquei e ajudei a fazer o que me pediram. Encaixotei, empacotei, carreguei, montei e desmontei, levei, trouxe, lacrei e etiquetei.</p>
<p>Faz pouco mais de duas horas que saí do apartamento da minha tia (que agora é o apartamento da minha avó) e voltei pra casa. Só agora consegui comer alguma coisa e relaxar um pouco para poder concatenar ideias e colocar uma palavra na frente da outra. Ainda não desenhei nada hoje, como eu deveria, nem criei porra nenhuma, mas isso é o de menos. De certa forma, é até melhor assim. Talvez eu ainda faça alguma coisa antes de dormir, mas não estou preocupado em produzir.</p>
<p>Hoje, com alcoolismo ou antidepressivos, o que cairia bem mesmo era um drink.</p>
<p>À sua saúde, Dalva!</p>
<p>Tim, tim.</p>
<p>Leandro</p>
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		<title>Conexão B &#8211; BH, Brasília, Belém</title>
		<link>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/07/28/conexao-b-bh-brasilia-belem/</link>
		<comments>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/07/28/conexao-b-bh-brasilia-belem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 14:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texts]]></category>

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		<description><![CDATA[No verão de 2001, enquanto ainda éramos um bando de moleques universitários não formados, eu e três amigos nos juntamos para viajar a Brasília, onde participaríamos de um encontro de estudantes de comunicação. O grupo era composto por Flávio, Marcos, Rodrigo e eu, sendo que um quarto membro, a Aline, se juntou a nós quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=229&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No verão de 2001, enquanto ainda éramos um bando de moleques universitários não formados, eu e três amigos nos juntamos para viajar a Brasília, onde participaríamos de um encontro de estudantes de comunicação. O grupo era composto por Flávio, Marcos, Rodrigo e eu, sendo que um quarto membro, a Aline, se juntou a nós quando chegamos em Bsb.</p>
<p>Oficialmente, a viagem era uma chance de participar de um ENECOM. Eu e Marcos não tínhamos participado do encontro anterior, que aconteceu em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e passamos um ano ouvindo histórias maravilhosas a respeito de como aquela viagem tinha sido espetacular para todos que foram conhecer o frio do sul do país. Mas a verdade era que o ENECOM era um pretexto. O que queríamos era conhecer Brasília! Rodrigo é um nativo e ofereceu a casa dos seus pais para nosso pouso. Isso significava um conforto infinitamente maior do que qualquer tipo de alojamento que conseguíssemos na faculdade onde o encontro seria realizado, além de proporcionar uma economia considerável em comida e transporte. Eu e Marcos revesaríamos o volante da Belina que o pai do Rodrigo nos emprestaria e poderíamos rodar pela capital sem compromissos com horários do transporte público. Além de conhecermos a família do Rodrigo e boa parte de Bsb, Marcos à época namorava com Aline, outra nativa, o que tornava a viagem ainda mais providencial.</p>
<p>Como planejamos que fosse, aconteceu. Saíamos todos os dias para conhecer &#8220;a capital do meu país&#8221;, visitando os pontos turísticos, andando pelo planalto central e se encantando com as coisas que são só dali.</p>
<p>(Se vocês me permitem um pequeno parêntese, aqui vai um fato. Os primeiros dias em Brasília foram surreais. Bsb é um lugar diferente de qualquer outra coisa no mundo e, se você pretende visitar a cidade, eu recomendo uma estadia mínima de sete dias, já que os primeiros três ou quatro dias serão gastos se acostumando com a sensação de ter sido abduzido para um lugar que não deveria existir, mas que está lá).</p>
<p>De noite, após um dia inteiro de andanças, tornávamos a nos amontoar na Belina azul e íamos para a Universidade Católica de Brasília, que fica em Taguatinga, para festas, bebedeiras, péssima música e conversa fiada com gente de outras partes do país.</p>
<p>Eu e Marcos, numa dessas festas, (na festa à fantasia, na verdade) conhecemos um grupo de meninas do Pará. Todas muito simpáticas, elas disseram que estavam se divertindo, mas que, ao mesmo tempo, estavam um tanto desanimadas porque uma das meninas do grupo não pode ir à festa daquela noite, alegando cólicas ou dor de cabeça. Ela estava melhor na noite seguinte, no entanto, e foi aí que eu conheci Heloísa.</p>
<p>Heloísa era pouco mais que uma menina, com 19 anos incompletos e eu, do auge dos meus 21, não era muito mais do que um menino que achava que sabia de tudo. Não lembro de detalhes a respeito de como nos conhecemos (lembre-se as noites eram cheias de bebedeiras, como já disse), mas ficamos pela primeira vez no dia que nos vimos e continuamos a nos beijar todos os dias seguintes.</p>
<p>Nos despedimos (“despedimo-nos” é tão feio&#8230;) às quatro da manhã do último dia do encontro, com endereços de e-mails devidamente trocados e promessas de um dia nos reencontrarmos.</p>
<p>E-mails foram trocados de fato, como prometemos um ao outro, mas a intensidade desses diminuiu gradativamente ao longo dos meses até que acabou. Eu ainda recebia uma mensagem de vez em quando, vinda do norte, com palavras cheias de carinho e, às vezes, eu retornava, mas era raro. Dois anos depois, em 2003, eu comecei a namorar e perdi contato com Heloísa de vez.</p>
<p>Oito anos se passaram desde que nos vimos pela primeira vez.</p>
<p>Há poucos dias, graças às redes sociais internéticas, eu e Heloísa nos reencontramos. Não fisicamente, como havíamos nos prometido antes, mas, de repente, depois de anos e anos sem ouvir falar um do outro, nós podíamos trocar ideias em tempo real e nos interarmos a respeito de nossas vidas. Nessa hora eu já estava solteiro há quase um ano e ela estava namorando há mais de dois. Um namorado que, em suas palavras, era &#8220;maravilhoso&#8221;, mas isso não impediu que conversássemos. E conversar a gente fez. Todos os dias. Às vezes três vezes ao dia, às vezes madrugada adentro, às vezes pelo telefone, às vezes no meio da tarde, mas sempre conversávamos.</p>
<p>Não demorou para que carinho se tornasse insinuações e para que insinuações se tornassem flertes e para que flertes se tornassem indiretas, quase sempre &#8220;indiretas&#8221; sem o prefixo. Os oito anos longe nos dava material suficiente para contarmos uma vida de novidades um para o outro e, ao mesmo tempo, como acontece com pessoas especiais, era como se nunca tivéssemos deixado de nos falar.</p>
<p>Eu gostaria que essa história terminasse aqui, com uma frase do tipo: &#8220;e eles conversaram um com outro pela internet para sempre&#8221;, mas não é assim que termina.</p>
<p>Meu namoro, esse que eu disse antes que já acabou, foi todo à distância. Apesar dela se mudar com alguma frequência, sempre moramos a uma distância tolerável um do outro. E como eu a amava profundamente, viajar para vê-la nunca foi uma dificuldade. Pelo contrário, sempre foi um prazer enorme. Então eu conheço bem as vantagens e desvantagens de se namorar à distância e é por isso que posso dizer, com conhecimento de causa, que não quero fazer isso de novo. Não quero nunca mais ter que ler numa janela de MSN a frase &#8220;<em>meus planos são terminar com vc na próxima vez que nos encontrarmos</em>&#8220;. Não quero brigar pela internet, não quero estar longe quando eu tiver uma novidade incrível para contar ou quando ela for promovida. Não quero ser incapaz de consolá-la quando ela precisar de consolo, nem quero chorar sozinho quando eu precisar chorar.</p>
<p>Mas ninguém pensa nessa parte do relacionamento quando está à distância. Não e não. A distância garante a fantasia, o sonho, a esperança, a promessa. Quem não está aqui e só chega através de palavras, na maioria das vezes, bem escolhidas, representa aquilo que pode ser. E o poder do &#8220;pode ser&#8221; é infinito! Muito maior do que qualquer poder que o &#8220;maravilhoso&#8221; ao lado use. Porque o &#8220;pode ser&#8221; não é concreto, não é real, faz parte do reino da faz-de-conta, do mundo mágico que criamos para que aquela pessoa do outro lado da tela seja perfeita.</p>
<p>Eu não sou perfeito e Heloísa não é perfeita. Somos perfeitos um para o outro? Talvez. Mas ela não está aqui e eu não estou em Belém do Pará. É lindo pensar que podemos largar tudo e todos que nos cercam para vivermos felizes para sempre em Brasília, por exemplo, mas isso não vai acontecer. E eu não quero mais namorar longe. Como já disse, passei mais de cinco anos fazendo isso e foi tempo suficiente para entender que prefiro o tédio de ser o maravilhoso ao lado do que ser a promessa ao longe.</p>
<p>Por isso, na última sexta-feira, de coração partido, eu disse para Heloísa que iria &#8220;sair da frente dela um pouco&#8221;. Apaguei alguns recados que ela tinha me deixado na tal rede social onde nos encontramos, não ligo mais o MSN e estou me concentrando em trabalhos que preciso terminar há tempos e que já estão se arrastando mais do que deveriam.</p>
<p>Não sei quanto tempo essa &#8220;sumida&#8221; vai durar. Não sei se estou perdendo a chance de &#8220;conviver&#8221; com a mulher da minha vida ou qualquer coisa desse tipo. Mas se algum dia eu ler &#8220;<em>vou terminar com vc</em>&#8221; numa janela de MSN de novo, eu entro num frenesi psicótico e vou andando daqui até Belém, parando só para matar prostitutas com uma colher. Por assim dizer&#8230;</p>
<p>Concentrar tem sido difícil. Eu penso muito nela naquele período do dia que vai da hora em que acordo até a hora que vou dormir, mas consegui me manter firme o suficiente para terminar esse texto. Meu coração ainda dói e acho que vai continuar doendo por algum tempo, afinal, eu também estou dando um tempo em uma promessa. Mas sei que as coisas vão melhorar à medida que formos caminhando.</p>
<p>Se trabalharmos com o coração, talvez esse caminhar seja em direção um do outro.</p>
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		<title>Deseducar</title>
		<link>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/06/17/deseducar/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 01:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texts]]></category>

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		<description><![CDATA[Aconteceu em uma noite de natal.
Mesmo convivendo de perto (e durante muito tempo) com pessoas que adoram natal, eu ainda não consigo me acostumar com essa festa. Meu desagrado tem a ver com traumas familiares, episódios que seriam melhor esquecidos e mágoas em geral;  não com &#8220;o natal é só comércio e nada mais&#8221;.
Sendo assim, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=225&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Aconteceu em uma noite de natal.</p>
<p>Mesmo convivendo de perto (e durante muito tempo) com pessoas que adoram natal, eu ainda não consigo me acostumar com essa festa. Meu desagrado tem a ver com traumas familiares, episódios que seriam melhor esquecidos e mágoas em geral;  não com &#8220;o natal é só comércio e nada mais&#8221;.</p>
<p>Sendo assim, é jogar contra o time da casa dizer que aprendi uma lição importante durante uma noite de natal, quando tudo o que eu queria fazer era desaparecer e não estar ali e sumir e desmaterializar e não ouvir, falar ou ver nada.</p>
<p>Mas assim foi.</p>
<p>O que aconteceu: fui acusado de deseducar a cachorra dos meus pais, uma collie linda e imbecil chamada Yanka, porque eu a deixo entrar dentro de casa, quando meus pais fazem de tudo para mantê-la do lado de fora da casa. Mas eu não vou visitar meus pais toda semana e, quando estou lá, é divertido ter Yanka do meu lado quando vou tomar café ou enquanto estou no computador da sala. A cachorra é uma retardada, mas ela também é uma fofa, não caga ou mija dentro de casa e tudo o que ela gosta de fazer de verdade é ficar perto de gente. Então eu deixo ela ficar perto de mim.</p>
<p>Mesmo explicando isso tudo, o veredito já estava dado: Leandro é o único daqui de casa que deseduca a Yanka.</p>
<p>Ao ouvir isso (e a minha explicação), uma das convidadas daquela noite de natal disse: Não tem nada disso, Leandro. O AMOR NÃO DESEDUCA!</p>
<p>Eu poderia continuar durante horas aqui, falando sobre o que essa frase significou ou sobre o poder das palavras e toda essa bobagem, mas não é preciso.</p>
<p>O Amor não deseduca.</p>
<p>Tá tudo dito.</p>
<p>Leandro</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Dia dos Namorados</title>
		<link>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/06/12/dia-dos-namorados/</link>
		<comments>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/06/12/dia-dos-namorados/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 22:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texts]]></category>
		<category><![CDATA[work]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, 12 de junho, é dia dos namorados aqui por essas bandas “and I feel fine”.
Faz tempo desde a última vez que passei o dia dos namorados sem namorada, mas como meu namoro era à distância, aprendi rapidinho que datas não significam porra nenhuma e que eram os momentos que passávamos juntos que deveriam ser [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=220&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje, 12 de junho, é dia dos namorados aqui por essas bandas “and I feel fine”.</p>
<p>Faz tempo desde a última vez que passei o dia dos namorados sem namorada, mas como meu namoro era à distância, aprendi rapidinho que datas não significam porra nenhuma e que eram os momentos que passávamos juntos que deveriam ser celebrados. Fossem esses momentos “datas comemorativas” ou uma quarta-feira brava qualquer.</p>
<p>Acho que as quartas-feiras que passamos juntos foram melhores do que as datas comemorativas. Não existia a pressão de fazer daqueles dias alguma coisa especial e éramos só nós dois, curtindo a nossa vida, sendo nós mesmos, fazendo o que gostávamos de fazer sem se importar com o que o outro iria pensar ou esquecer ou gostar ou detestar ou&#8230;</p>
<p>Isso pode parecer uma desculpa para não comprar presentes, mas te garanto que não é. Sempre comprei presentes nas datas que eles contam para gente que são especiais. Só que o legal mesmo era comprar presentes em dias “normais”, onde nada era necessário comemorar fora o fato de estarmos juntos.</p>
<p>Meu relacionamento não existe mais. Aprendi muita coisa ao longo dos anos que passei namorando e mudei muito nesse tempo. Mas essa percepção de que datas não são importantes ainda permanece. Acredito mesmo que datas são irrelevantes e que o que vale mesmo é o dia-a-dia. Pense comigo: se o cara desce o cacete na mulher todos os dias, mas não se esquece de um aniversário ou dia dos namorados, ele é um bom marido? Tá, pode ser que esse exemplo seja exagerado (apesar de eu garantir que é baseado em fatos reais), mas é nesse nível de importância que muitas pessoas colocam essas datas.</p>
<p>No entanto, como eu disse, não force a barra. Faça a sua parte. Compre flores, mande um cartão, ascenda velas na mesa de jantar e curta a sua companhia. Faça coisas que informem à pessoa de quem você gosta que você se importa. É um sentimento gostoso, esse de saber que somos importantes.</p>
<p>E caso ninguém tenha lhe dito isso hoje, escute de mim: você <strong><em>é</em></strong> importante!</p>
<p>Feliz Dia dos Namorados.</p>
<p>Leandro</p>
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		<title>Lobisomem</title>
		<link>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/06/05/lobisomem/</link>
		<comments>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/06/05/lobisomem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 20:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texts]]></category>
		<category><![CDATA[doodles]]></category>
		<category><![CDATA[work]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Faça e fuça e fossa e vai&#8230;
Feliz por saber que só sei que num sei&#8221;



Tive uma epifania nesses dias. Aprendi de repente o que tentaram me ensinar durante muito tempo. De repente, quando eu precisava, o conhecimento se ascentou, as coisas ficaram mais claras e a vida agora pode seguir rumo à próxima tempestade.
É politicamente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=216&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>&#8220;Faça e fuça e fossa e vai&#8230;<br />
</em><em>Feliz por saber que só sei que num sei&#8221;</em></p>
<p><em><a href="http://farm4.static.flickr.com/3661/3598151649_81a6f30624_o.jpg" target="_blank"><img class="alignleft" title="lobisomem" src="http://farm4.static.flickr.com/3661/3598151649_81a6f30624_o.jpg" alt="" width="800" height="1061" /></a><br />
</em></p>
<p><em></em><br />
Tive uma epifania nesses dias. Aprendi de repente o que tentaram me ensinar durante muito tempo. De repente, quando eu precisava, o conhecimento se ascentou, as coisas ficaram mais claras e a vida agora pode seguir rumo à próxima tempestade.</p>
<p>É politicamente incorreto falar sobre tempestades quando a tragédia do voo 447 é ainda tão recente? A correção política nunca foi uma das minhas virtudes, então ignore essa pergunta aí em cima, sim?</p>
<p>Não, esse texto não tem nada a ver com o desenho, mas eu queria desenhar e queria escrever, então é isso que vocês recebem.</p>
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		<title>Kim Basinger + Maurício de Souza</title>
		<link>http://leandrodamasceno.wordpress.com/2009/05/19/kim-basinger-mauricio-de-souza/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 17:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Comics]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[comics people]]></category>
		<category><![CDATA[stuffs]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui você pode conferir alguns estudos feitos pelos estúdios Maurício de Souza para o que seria uma revista em quadrinhos baseada na vida da atriz Kim Basinger. O projeto é datado de meados dos anos 90 e teria surgido quando a atriz viu (e se encantou) com a Turma da Mônica.
A ideia era fazer desses [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=212&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Aqui você pode conferir alguns estudos feitos pelos estúdios Maurício de Souza para o que seria uma revista em quadrinhos baseada na vida da atriz Kim Basinger. O projeto é datado de meados dos anos 90 e teria surgido quando a atriz viu (e se encantou) com a Turma da Mônica.<img class="alignnone" title="Kim Basinger + Maurício de Souza" src="http://i153.photobucket.com/albums/s201/Tysiu/kim_mauricio.jpg?t=1242753416" alt="" width="480" height="386" /></p>
<p>A ideia era fazer desses desenhos a base de um parque temático que a Sra. Basinger iria criar em sua cidade natal, <span> Braselton, nas imediações de Atlanta, Georgia.</span>Abaixo você pode conferir alguns estudos feitos pelos estúdios Maurício de Souza para o que seria uma revista em quadrinhos baseada na vida da atriz Kim Basinger. O projeto é datado de meados dos anos 90 e teria surgido quando a atriz viu (e se encantou) com a Turma da Mônica.<br />
<span>A revista, que se chamaria Kim, junto com o parque temático e a futura linha de bonecos foram descontinuados quanto a atriz foi processada por </span><span>Jennifer Chambers Lynch por ter caído fora de Encaixotando Helena.</span></p>
<p>Não sei o que me encanta mais, se é o fato de Kim Basinger ter escolhido uma empresa brasileira para tocar o que seria um enorme investimento pessoal ou o fato de ela ter desistido de Encaixotando Helena, sem dúvida alguma o pior filme de todos os tempos.</p>
<p>via (<a href="http://www.comicbookresources.com/?page=article&amp;id=21253" target="_blank">CBR</a>)</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leandrodamasceno.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leandrodamasceno.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leandrodamasceno.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leandrodamasceno.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leandrodamasceno.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leandrodamasceno.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leandrodamasceno.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leandrodamasceno.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leandrodamasceno.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leandrodamasceno.wordpress.com/212/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=212&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 15:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandrodamasceno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comics]]></category>
		<category><![CDATA[POLIFONIA]]></category>
		<category><![CDATA[work]]></category>

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		<description><![CDATA[
Clique aqui para ler a tira completa.
Estamos de volta? Será? Depois de tanto tempo?
Não percam os próximos capítulos que serão apresentados sem horário definidio em no dia que for possível.
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=206&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://i153.photobucket.com/albums/s201/Tysiu/polifonia013.jpg" target="_blank"><img class="alignleft" title="POLIFONIA #013" src="http://i153.photobucket.com/albums/s201/Tysiu/polifonia013-1.jpg" alt="" width="500" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://i153.photobucket.com/albums/s201/Tysiu/polifonia013.jpg" target="_blank">Clique aqui para ler a tira completa.</a></p>
<p>Estamos de volta? Será? Depois de tanto tempo?</p>
<p>Não percam os próximos capítulos que serão apresentados sem horário definidio em no dia que for possível.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leandrodamasceno.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leandrodamasceno.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leandrodamasceno.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leandrodamasceno.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leandrodamasceno.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leandrodamasceno.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leandrodamasceno.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leandrodamasceno.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leandrodamasceno.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leandrodamasceno.wordpress.com/206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leandrodamasceno.wordpress.com&blog=1038727&post=206&subd=leandrodamasceno&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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