Voltei… com metafísica.

O que existe na imagem que fazemos de nós mesmos? Auto-piedade, auto-afirmação?

“Existe o que o capitão quer que exista”, diria o bom soldado antes de se jogar na trincheira mais próxima para morrer em pedaços. Você sabe… pela pátria amada, idolatrada, salve, salve.

“Existe o nada e o tudo e… o importante é a subjetividade… Do quê? Exatamente daquilo que não é ao mesmo tempo em que existe no mundo e portanto, é.” — diria um velho amigo, em um dos seus discursos que procura demonstrar a quem está em volta que seus anos de faculdade não foram desperdiçados.

Esse desenho é um auto-retrato, feito há tempos, quando a infelicidade era o estado default e nada parecia ter muito valor. A vida incluída.

Mas o tempo passou, ajuda foi procurada e, de fato, ajudou, o tempo dos auto-retratos já não está mais aqui (ao mesmo em que está e essa metafísica toda) e a infelicidade já não é mais constante. Ela ainda espreita vez ou outra, como tem que ser, para dar sabor às coisas e criar contraste.

Ficou a arte, que é o mais importante.

“Não é a vida que alimenta a arte. É o contrário” — Stephen King

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1 comentário Adicione o seu

  1. Dudu disse:

    puxa. eu comecei meu blog com auto-retrato…mas bem. agora eu comecei meu blog.

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