Moda!

Vi um documentário sobre moda durante o final de semana. E gostei!

O documentário falava sobre as últimas horas antes do desfile de uma marca chamada

Proenza Schouler. A marca foi criada e é gerenciada por dois estilistas que se conheceram na faculdade e são considerados uns garotos prodígios do mundo fashion, ou alguma coisa do tipo.

Agora, não precisa me conhecer muito pra saber que não sou ligado em moda. Não sei me vestir direito, então uso tênis, calça jeans e camisa preta porque dá menos trabalho e eu fico passável na maior parte do tempo. Não tenho um único terno e, se eu conseguir, continuarei não tendo um terno pro resto da vida. Então qual o apelo que um documentário sobre moda pode ter sobre mim?

Primeiro, fiquei impressionado com o caráter artesanal da coisa. Tirando acessórios como bolsas e sapatos, todo o resto da coleção é produzido no estúdio da marca. À mão. Cortado e costurado e recortado e re-costurado por mãos humanas que, na maior parte das vezes, sabem muito bem o que estão fazendo.

Segundo, existe uma colaboração entre os trabalhadores. Sim, os dois caras que gerenciam a parada são meio divas e a palavra deles é a que conta no final, mas ambos sabem reconhecer o trabalho bem feito de um outro profissional e sabem que, em certas áreas, não são eles os senhores da guerra.

Terceiro, e aí que a coisa me pegou de verdade, foi o que a costureira chefe do ateliê disse. Enquanto retocava algum vestido e meio que sem nem levantar a cabeça direito para olha para a câmera, ela falou: “fazer coisas é lindo. Essa é a parte divertida. É por isso que eu tenho esse emprego. E outra, eu acho que não existem mais trabalhos como esse, onde você pode sentar e criar alguma coisa, seja em Nova York, Paris ou aonde for. Hoje tudo é fabricado em algum outro lugar. Eu gostaria que fosse sempre assim… lindo!”

Assim como não é preciso me conhecer muito para saber que não sou ligado em moda, também não é preciso saber muito sobre mim para descobrir que gosto de histórias em quadrinhos. E a descrição dessa costureira para o trabalho dela resume bem uma das razões pela qual eu amo HQs. Qualquer um pode sentar e criar uma história em quadrinhos, esteja onde estiver

Eu gostaria de ter um estúdio num prédio de Nova York (ou de Milão, ou de Berna, ou de seja-onde-for) com espaço suficiente para diversos profissionais desenharem seus projetos. Todo mundo junto, assim, criando coisas lindas.

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