Foi-se

em

Quis a vida que numa troca de e-mails que não tinham essa pretensão se fossem as esperanças. Foram-se para nunca mais voltar.

Só que voltam.

Voltam sempre que não vejo e sempre que lembro. Cortei o suficiente para não ver nunca, mas me lembro sempre. Porque você está aqui, infelizmente, onde guardo as coisas que me são mais importantes. Achei que tinha permitido que você só alugasse um canto, mas descobri, tarde demais, que dei a maior parte dos meus espaços importantes para tudo o que conheci de você. Porque tudo o que conheci foi lindo e merecia um lugar para ficar. Ora, que ficasse em mim, onde eu poderia me certificar de que seria guardado com todo o carinho e toda proteção que um homem pode dedicar àquilo que ama.

Mas se foi, nesses fugidios momentos em que trocamos palavras compostas por números invisíveis. Foi-se você e suas lindas coisas que conheci. Foram-se meus lugares importantes, transformados num quarto cheio do que nunca será. Foram-se as esperanças para nunca mais voltar.

Só que voltam.

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2 comentários Adicione o seu

  1. marilaine disse:

    que texto bonito.

    1. Leandro Damasceno disse:

      ‘Brigado, Mari! Valeu mesmo.

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