Natal

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A família toda vem para a casa dos meus pais, aqui no interior, todo natal. É uma tradição e, durante muito tempo, pra mim, uma maldição. Ainda é complicado fazer as pazes com esse fato. Via de regra, não gosto dessa festa e muito menos gosto do natal por aqui. Milhões de traumas de infância encaixotados em diferentes noites que deveriam ser de festa, mas são de embaraço, vergonha, tristeza escondida e ódio, puro ódio, engarrafado.

Mas um novo ano vem e, de novo, cá estamos, comemorando nada. E eu estou nesse meio, rezando para que dê tudo certo. E nunca dá.

É uma “festa” que, na verdade, é sempre mais uma chance de novos traumas.

O meu natal vem antes.

Os dias anteriores à “festa”, quando venho para o interior e tenho algum tempo para passar com meus pais e com meu irmão mais novo e com meus amigos. São dias abençoados, mesmo sem ser preciso quebrar meus credos para rezar. Sempre chove, mas geralmente é de noite ou no final da tarde, depois que a gente já saiu para correr ou para nadar ou para conversar sobre porra nenhuma. E a chuva é mais uma desculpa para se comer. E comemos. Loucamente. Tudo lindo. Tudo meio “espírito de natal” como esse é vendido para ser.

É esse natal do interior que eu gostaria que você conhecesse, porque não tem outra pessoa nesse mundo com quem eu gostaria de compartilhar tanta felicidade.

Mesmo não estando aqui, feliz natal.

De verdade, porque no natal temos que falar a verdade, Feliz.

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