Elogios

Cancele os elogios, ok? “Você é especial”, “você não sabe o quanto você é especial”, “você é um tipo especial de homem, desses que as mães não produzem mais”… Pegue essas “especialidades” e enfie todas.

Não preciso de saber que fui o melhor homem que consegui ser e ainda assim não fui o suficiente para você. Não preciso de ninguém me dizendo que causei todas as melhores impressões, mas que essas não foram mais do que meras atrações a serem observadas a distância. O que você está me dizendo é que a melhor versão de mim não te diz nada. Ou talvez te entretenha, como peças de um museu que você visita quando quiser e pode observar de longe. “Mas, por favor, não toque em nada”.

Foda-se ser especial, ou raro, ou diferenciado da maioria se não é isso que te traz. De que adianta fazer tudo da melhor maneira que consigo se não te consigo? Que especialidade é essa que não é pra você? Que bem faz?

Então pare!

Por favor.

E para sempre.

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2 comentários Adicione o seu

  1. laine disse:

    a outra pessoa também tem uma história (ou mais de uma). também tem suas dificuldades/fracassos/desencontros pra superar. vai ver era só isso que ela podia te dar, embora quisesse te dar muito mais. vai ver ela também tá triste agora por causa disso. mas pelo menos ela foi sincera.

    1. Leandro Damasceno disse:

      Ainda vou escrever um texto chamado “minta pra mim”, que será sobre como mentiras às vezes são muito mais bem-vindas do que sinceridades… O que é uma bobagem, claro. Tô brincando. Mas é, concordo com vc, claro. Toda história tem dois lados. O que posso fazer é expressar o “meu” lado, ou, melhor, o lado desse eu-narrador que conta a história acima, da maneira menos destilada possível.

      Como você já deve ter percebido, os textos aqui são todos ensaios de calor do momento, pequenos tratados de emoções in natura, compostos próximos demais do que os inspiraram para serem desapaixonados ou ponderados. Machucam-me sempre. Escrever essas coisas é quase um exercício de autoimolação, incluindo a dimensão purificadora. Ao terminar, é ótimo ver que surgiu alguma coisa interessante daquela dor que preenchia tudo antes.

      Tendo dito isso tudo, “Elogios” não foi um texto escrito sobre você, foi muito antes de te conhecer, na verdade. Se tivesse sido sobre você, eu diria também. Já te falei isso antes e repito: falsidade não é comigo. “Elogios”, acredite, foi — via a escolha de determinadas expressões — devidamente endereçado.

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