Nunca é

cedo demais ou tarde demais. nunca na hora certa e nunca fazendo a hora certa apenas ser. talvez um pouco de talento, mas muito esforço. dom? dom, de qualquer maneira, é nome para trabalho contínuo dado por quem não quer trabalhar continuamente. então… muito dom também. e ainda assim, nunca é.

não que existissem promessas, possibilidades talvez, dessas muito distantes que ainda assim a gente sonha em conquistar. como numa guerra ou num jogo anglo-saxão qualquer, ocupar o território do outro, fincar bandeira, poder remeter aos meros mortais a partir do ponto mais alto do terreno conquistado. dali ó, de onde se imagina que o mundo é melhor e que as cores são mais belas e que as coisas são mais suas. mera ilusão gostosa de fantasiar, porque de fantasias também se constroem mundos inteiros. mera ilusão, porque, sabe-se que — como o mundo idiota não cansa de provar — nunca é.

talvez a pouco saudável grandiloquência no compartilhar de sentimentos que deveriam ser particulares seja fruto de uma vida de exposição exagerada a tempos congelados em quadros eternamente fixos nas páginas de revistas mil. ou talvez seja super compensação por ter crescido gordo. ou talvez seja só exagero puro e simples. exagero também idiota que faz acreditar em mundos de fantasia e que idiotices têm seus lugares. de qualquer maneira, super dimensionados ou não, sentimentos de nunca ser.

que pena.

desta vez, suponho, teria sido legal.

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