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Oswaldo Augusto by Daniel Pinheiro Lima

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Nunca se esqueça

Rocky

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Painel Graphic MSP

Escrevi este texto na noite de sexta-feira, ainda meio intoxicado com o que aconteceu no auditório do FIQ, durante o painel das Graphic MSP. Foi um momento muito especial para todo mundo que estava lá e eu não poderia deixar de tentar captar o sentimento que transbordava em texto. Então tá aí:

A humanidade registra, em sua ainda breve estada por aqui, alguns momentos históricos recentes que redefiniram a maneira como olhamos para determinados aspectos da nossa existência enquanto seres de uma única espécie. A queda do muro de Berlin, o menino parando a fila de tanques na praça da paz celestial em Pequim, o acidente da Challenger, são apenas alguns exemplos. Há, claro, diversos outros. Em uma escala menor, podemos identificar exemplos tão sísmicos quanto em nossas áreas de atuação. No espaço por onde navego, talvez momentos de relevância ímpar tenham sido o recebimento do cheque de 130 dólares por Jerry Siegel e Joe Shuster cedendo todos os direitos do Super-Homem à DC Comics, o lançamento de Quarteto Fantástico #1, a criação da Métal Hurlant e da 2000AD, a publicação da primeira tira do Bidu, entre tantos outros.

Mas são raras, muito raras, as vezes que nós conseguimos ver coisas importantes acontecendo no exato momento no qual elas acontecem. Para quem trabalha com quadrinhos, então – e passa boa parte do seu tempo grudado a uma cadeira e a uma prancheta – viver a história de corpo presente é evento tão insólito que nos acostumamos a ler sobre “a vida, o universo e tudo mais” nos diversos meios de comunicação de massa aos quais temos acesso.

 Por isso, quando acontece de presenciarmos um novo tempo se abrindo literalmente em frente aos nossos olhos, temos que levá-lo na mente e no coração com os mesmos carinho e o cuidado com os quais levamos nossas mais preciosas experiências pessoais.

 Ontem, no auditório do FIQ, foi isto o que aconteceu. Durante a palestra da Mauricio de Sousa Produções presenciamos o que significa ser parte de um círculo que ama o que lê e o que faz. Nos tornamos uma presença só, uma grande comunidade formada de indivíduos que trazem consigo, numa espécie de memória afetiva coletiva, o amor por personagens e por um autor que transcende tempo, espaço, gênero, cor, credo e raça. Que vai além, como o amor tem que fazer, das pequenezas que também (infelizmente) marcam a nossa passagem por este pequeno planeta azul. Fomos ali, naquele pequeno espaço, muito além dos nossos sonhos. O que nos fez, pois, testemunhas presentes da história.

 Só por isso já deveríamos agradecer a presença do próprio Mauricio de Sousa no evento, a mediação emotiva de Sidney Gusman e a sincera demonstração de afeto de todos os presentes. Mas não parou por aí. Além de aprender um pouco mais sobre os projetos das Graphic MSP já lançadas, ficamos conhecendo ainda quais serão os novos projetos da editora. Meu irmão, Eduardo Damasceno, e seu comparsa no crime, Luís Felipe Garrocho, farão o Bidu; os incríveis Cristina Eiko e Paulo Crumbim, a Turma do Penadinho; Renato Guedes e Marcela Godoy farão Papa-Capim e Greg Tocchini, Davi Calil e Artur Fujita serão os encarregados da Turma da Mata. Além disso, foi confirmado os já aguardados Astronauta 2 (Danilo Beyruth e Cris Peter) e Turma da Mônica 2, dos meus queridos Vitor e Lu Cafaggi.

 É agridoce dizer que as informações descritas acima (encontradas em sites especializados e portais de notícias ao redor da internet hoje) foram mera nota em um evento muito maior. Pautado pela emoção que parecia escorrer dos dedos, o acontecimento em si – o estar lá naquela hora e experienciar aquela vibração – é que foi a atração principal. Sentir aquele auditório é que foi o momento histórico. Estar ali foi um privilégio que vou levar para o resto da vida. E pelo qual vou agradecer para sempre a todos os envolvidos. Vocês me fizeram ver a história acontecendo. Muito obrigado mesmo.

Bidu

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Seria Melhor

capa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora existe de verdade.

SERIA MELHOR SE FOSSE MAIS FÁCIL é minha primeira revista em quadrinhos impressa. Está à venda no estande do Pandemônio, lá no FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos(na Serraria Souza Pinto, entrada gratuita, até domingo, dia 17).

É uma história infanto-juvenil, a respeito de um cara que, enjoado do que esta acontecendo em sua vida, resolve bater perna por aí e acaba tendo conversas e encontrando situações que podem indicar um futuro melhor. É uma pequena revista que, eu espero, traga uma história de grande coração.

Mesmo que você não apareça no FIQ, indique aos amigos, ajude a espalhar a notícia. Se não pela minha revista, pelas outras tantas que estão à venda no festival e no estande do Pandemônio. Tem de tudo por lá e é certo que você encontrará alguma coisa que vai te agradar.

Abraços.

(ps: estive lá no FIQ ontem de tarde e vou pra lá hoje de tarde. não sei como será a sexta e o sábado, mas no domingo estarei lá o dia inteiro, de manhã até a hora que acabar.)

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quadrinho besta

desculpas à nextel

 

 

 

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